Qual é o passo a passo da fertilização in vitro?

Caso você já tenha conversado com seu médico especialista e esse tenha sido o tratamento definido para você, saiba que você vai passar por 5 passos principais: 1 – Primeiro passo: coleta de exames obrigatórios pela ANVISA. Exames sorológicos como hepatite, sífilis e HIV, entre outros. 2 – Segundo passo: fazer uma ecografia assim que vier a menstruação do mês que você quiser fazer o tratamento. Neste primeiro exame serão avaliados os ovários para verificar se está tudo bem, se tem algum cisto ou até um folículo crescendo fora de hora. Caso esteja tudo em ordem, o médico avaliará quais serão os melhores medicamentos e as melhores dosagens conforme o seu caso, a sua idade e também as causas da infertilidade. 3 – Terceiro passo: acompanhamento ecográfico. Nesta sequência de exames vemos o crescimento desses folículos para então definir qual será o melhor dia para a punção ovariana. 4 – Quarto passo: punção ovariana. Neste dia a paciente comparece a clínica em jejum e vai ao centro cirúrgico onde receberá um sedativo leve. Os folículos que foram desenvolvidos nos ovários serão aspirados para a retirada dos óvulos que serão preparados no laboratório. Nesse mesmo dia o marido irá coletar o sêmen por masturbação – ou caso necessário, por punção testicular. No mesmo dia o casal recebe alta e pode ir para casa. 5 – Quinto passo: transferência de embriões – pode ser realizada entre 2 e 5 dias após a punção ovariana. Neste dia a paciente não precisa de jejum, é um procedimento simples e indolor, no qual a paciente – também no centro cirúrgico – através de um cateter bem fino, os embriões serão transferidos para o útero. Neste mesmo dia a paciente já vai receber alta e 12 ou 13 dias depois pode coletar o exame Beta HCG para saber se o tratamento foi efetivo. Para mais informações, converse com seu médico especialista! Entenda tudo sobre Fertilização In Vitro. Conheça também o apoio psicológico e terapêutico do Centro de Fertilidade Saab. Conteúdo de caráter informativo desenvolvido pelo Centro de Fertilidade Saab. Médica convidada:Dra. Karyna Bustelo Saab – CRM-PR 27.133Ginecologista e Obstetra – RQE 17.024Especialista em Reprodução Assistida – RQE 26.115 https://www.youtube.com/watch?v=yYVMdNTE_KQ&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fcentrodefertilidade.com.br%2F&source_ve_path=MjM4NTE

Ate que idade posso congelar os meus óvulos?

A idade limite para o congelamento de óvulos é uma dúvida bastante constante entre as pacientes. Tecnicamente podemos congelar óvulos em qualquer idade. O problema é que, com o passar do tempo, a chance de ter um tratamento de sucesso com esses óvulos congelados vai ficando cada vez menor. Para vocês terem uma ideia, um estudo recente, mostrou que uma paciente com menos de 35 anos de idade, que consiga congelar 20 óvulos normais e maduros, vai ter no futuro uma chance de aproximadamente 90% de ter o seu neném, nascido vivo e saudável. Ao passo que uma paciente de 40 anos de idade que consiga também ter 20 óvulos para serem congelados – o que é muito mais difícil e que pode demandar muito mais tentativas, mais ciclos de estímulos dos ovários – mesmo tendo esses mesmos 20 óvulos tem uma chance do bebê saudável reduzida de 90% para 50%. Então, vale a pena a paciente pensar se financeiramente compensa este tipo de tratamento. Converse com seu médico especialista e se for um tratamento do seu interesse, não perca tempo! Se você tenta engravidar há mais de um ano sem sucesso, procure um especialista! Saiba mais sobre o congelamento de óvulos. Saiba mais sobre o congelamento de embriões. Saiba mais sobre o congelamento de sêmen. Conheça também o apoio psicológico e terapêutico do Centro de Fertilidade Saab: #Juntas  Conteúdo de caráter informativo desenvolvido pelo Centro de Fertilidade Saab. Médica convidada:Dra. Karyna Bustelo Saab – CRM-PR 27.133Ginecologista e Obstetra – RQE 17.024Especialista em Reprodução Assistida – RQE 26.115 https://www.youtube.com/watch?v=dv9jRO869CM

Como se preparar para a coleta de óvulos em 6 passos?

1 – O primeiro passo é a abstinência sexual. A partir do último medicamento, que serve para amadurecer os óvulos, o casal não pode mais ter relações sexuais. Esses dois dias de abstinência são importantes para a qualidade dos espermatozóides. A abstinência muito prolongada não é interessante, pois, se tiver mais do que 5 dias sem relação, a qualidade dos espermatozóides pode reduzir. 2 – O segundo passo: jejum. A paciente precisará estar em jejum por pelo menos 8 horas tanto de sólidos quanto de líquidos. Esse jejum é muito importante devido ao sedativo que será feito. 3 – O terceiro passo é o casal comparecer a clínica no dia do agendado, para que assinem os termos de consentimentos que são obrigatórios, e para que tenha alguém para acompanhar a paciente após o procedimento. 4 – O quarto passo: o casal precisa estar com os exames obrigatórios pela ANVISA atualizados. Exames sorológicos como hepatite, sífilis , HIV – tem uma validade pela ANVISA de 6 meses. Outro exame que é obrigatório pela ANVISA, mas que tem validade de apenas 30 dias é o Zika Virus. 5 – No quinto passo, a paciente será encaminhada para o centro cirúrgico. É muito importante que – antes disso, ela esvazie a bexiga. Após a confirmação de que temos óvulos normais, o marido será encaminhado para a coleta de sêmen (ou, se necessário, para a punção testicular). 6 – O sexto passo, após a paciente se recuperar do sedativo, é o casal conversar novamente com o médico. Resumo das orientações principais nesta consulta: a paciente pode seguir com as atividades normais do seu dia a dia, evitando apenas atividades de impacto. Na mesma consulta serão indicados quais medicamentos devem ser tomados e será definida a data que a paciente deve retornar para a transferência e embriões. E então? Sente-se mais preparada para o procedimento? Saiba mais sobre fertilização in vitro! Conheça também o apoio psicológico e terapêutico do Centro de Fertilidade Saab: #Juntas  Conteúdo de caráter informativo desenvolvido pelo Centro de Fertilidade Saab. Médica convidada:Dra. Karyna Bustelo Saab – CRM-PR 27.133Ginecologista e Obstetra – RQE 17.024Especialista em Reprodução Assistida – RQE 26.115 https://www.youtube.com/watch?v=OPn9LJ5mCIk

Tenho endometriose, eu preciso de tratamento para engravidar?

A endometriose é uma doença de alta prevalência entre mulheres na idade reprodutiva. Caso você tenha sido diagnosticada com ovário policístico, procure um médico especialista, mas não é impeditiva para engravidar, mesmo que naturalmente. Entretanto, está bastante relacionada a quadros de infertilidade. Nestes casos, o principal passo é conversar com um médico especialista para que se faça toda uma investigação do casal. Porque além da endometriose é necessário avaliar se está tudo bem com o fator ovulatório da mulher, como está o fator tubário e também o fator masculino com um espermograma. Caso esteja tudo bem na investigação, e o único fator descoberto for a endometriose, a paciente pode tentar qualquer um dos tratamentos atualmente disponíveis na área de reprodução assistida que são: o mais simples – coito programado, a inseminação artificial e a fertilização in vitro. A progressão dos tratamentos vai depender principalmente da idade da mulher e também do histórico de infertilidade. O que ela já fez de tratamentos determina também o que deve-se tentar em seguida. Se você tenta engravidar há mais de um ano sem sucesso, procure um especialista! Saiba mais sobre o coito programado. Saiba mais sobre inseminação artificial. Saiba mais sobre fertilização in vitro. Conheça também o apoio psicológico e terapêutico do Centro de Fertilidade Saab: #Juntas  Conteúdo de caráter informativo desenvolvido pelo Centro de Fertilidade Saab. Médica convidada:Dra. Karyna Bustelo Saab – CRM-PR 27.133Ginecologista e Obstetra – RQE 17.024Especialista em Reprodução Assistida – RQE 26.115 https://www.youtube.com/watch?v=Zrf3ebn6Uuk&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fcentrodefertilidade.com.br%2F&source_ve_path=MjM4NTE

Tenho ovário policístico, preciso de tratamento para engravidar?

O principal fator que costuma estar associado a ovário policístico em casais que tem o quadro de infertilidade é a falta de ovulação. Em casais nos quais toda investigação está normal, como tubas uterinas e espermograma pode ser tentado até o tratamento do coito programado, que é um acompanhamento simples da ovulação, no qual é feito um medicamento hormonal para ajudar a estimular a ovulação, e quando a paciente ovula, o casal pode ter relação naturalmente. Esse tratamento costuma ter ótimos resultados em pacientes com ovários policísticos. Caso você tenha sido diagnosticada com ovário policístico, procure um médico especialista. Saiba mais sobre o coito programado em: https://centrodefertilidade.com.br/coito-programado/ Conheça também o apoio psicológico e terapêutico do Centro de Fertilidade Saab: #Juntas https://centrodefertilidade.com.br/juntas/ Conteúdo de caráter informativo desenvolvido pelo Centro de Fertilidade Saab. Médica convidada:Dra. Karyna Bustelo Saab – CRM-PR 27.133Ginecologista e Obstetra – RQE 17.024Especialista em Reprodução Assistida – RQE 26.115 https://www.youtube.com/watch?v=PAnifrKvJms

Apoio psicológico para tentantes. Como a psicoterapia pode ajudar?

Quando falamos em saúde, a compreensão do ser humano como um todo é essencial. Nem só corpo, nem só mente: mas um amálgama complexo e interdependente de mente, corpo, emoções, relações, contexto-social e herança genética. É assim que precisamos olhar para uma pessoa a fim de propor intervenções efetivas para promoção de saúde e qualidade de vida. Em se tratando de mulheres que experimentam o processo de fertilização assistida, essa postura é  grifadamente fundamental. Nesse corpo que se prepara para gerar vida, habita uma mente que teme e não se cala; emoções conflitantes; relações que muitas vezes não compreendem na totalidade esse processo ou que não sabem como se posicionar para oferecer auxílio profícuo. A ciência da infertilidade ou da dificuldade de engravidar de forma natural é para a mulher uma morte. Morte de expectativas que muitas vezes nutre desde a tenra infância. Morte da sequência “natural” que acreditamos que a vida deveria ter. É morte. É medo. É frustração. Sentimentos que se encerram em uma pergunta sem resposta “por que comigo?”. O chão some dos pés. A respiração não capta ar. A garganta sente o pulsar do choro. O coração é visitado por uma navalha gelada, parte-se. O casal que está passando por esta situação vivencia ainda uma série de cobranças sociais, que vem da própria família, de amigos, de colegas de trabalho. É como se estivessem quebrando uma regra por ainda não terem conseguido engravidar. Quando escolhem iniciar um tratamento para engravidar, inicia-se uma nova e exaustiva maratona de exames, consultas médicas, tentativas de fertilização. São muitas informações e cada um tem uma opinião diferente que vai deixando o casal em parafuso. Como não ficar com medo? Viver essa experiência afeta a vida do casal em toda a sua amplitude, como um contexto gerador de muita ansiedade e sofrimento. Na maioria dos casos, as mulheres têm um nível de cobrança em todas estas situações em níveis mais elevados que os seus parceiros, devido ainda ao papel social que a mulher tem em nossa cultura, com o “dever” de ser mãe para ser uma mulher completa. São elas também que demonstram mais enfrentamento emocional frente a este contexto. Quanto isso é vivido por mulheres que já tinham previamente sintomas de ansiedade ou depressão é comum que ela passe a se isolar, afastando-se de familiares e amigos, evitando eventos em que poderiam encontrar pessoas grávidas, que falem sobre isso ou tenham filhos pequenos. Assim, a vida dessa mulher vai se restringindo cada vez mais aos tratamentos, busca de informações, planos para engravidar. Diante disso, de que forma o acompanhamento psicológico pode ajudar? O apoio psicológico e de outras abordagens terapêuticas complementares, como yoga, acupuntura e meditação é imprescindível no acompanhamento da mulher com infertilidade e, de forma ideal, no acompanhamento do casal. Trago aqui o relato de uma paciente que reitera a eficácia do processo psicoterapêutico aliado ao tratamento de fertilizaçãoo in vitro que realizou: “Com o acompanhamento psicológico consegui perceber e sentir muitas POSSIBILIDADES diante de tantas IMpossibilidades, INcertezas, INfertilidade e INcapacidades. Redescobri que sou mulher, sou filha, sou cidadã, sou profissional, sou esposa, sou eu com muitas possibilidades. A terapia me ajudou a compreender que existem muitas formas de me sentir viva, de poder amar e de viver. Que a condição de não conseguir engravidar naturalmente, não me faz ser menos ou INcompleta. Hoje sou uma pessoa mais fortalecida”. O principal objetivo do atendimento psicológico é oferecer um local seguro onde as mulheres sintam-se apoiadas para encarar os desafios inúmeros que essa jornada traz. Um local onde sintam-se verdadeiramente compreendidas, vistas, ouvidas na essência para que possam olhar para suas próprias vidas, possibilitando que sejam ativas em suas melhoras e mudanças. No processo elas terão ajuda para lidar com as frustrações, trabalhar suas expectativas, reduzir a ansiedade e estresse, suportar os medos e nutrir a persistência para que possam atuar proativamente sobre as circunstâncias que lhes compelem ação, e resiliência para suportar o que não for passível de mudança. Como fora dito no início do texto, para toda mulher que sonha com a maternidade, a notícia de que isso talvez não será possível, ou então, não tão fácil, é uma experiência de morte. Morte de um futuro que não está mais disponível da forma como se arquitetara. Todavia, é também, diante da morte das possibilidade que conhecemos que podemos nos abrir  para um mundo de possibilidades nunca antes imaginadas, que jamais seriam possíveis se tudo tivesse acontecido como a gente sempre quis. Encerro aqui com os dizeres de uma sábia amiga: “Para que uma estrela nasça, é preciso que uma nebulosa entre em colapso.  Exploda. Faça tudo desmoronar.  A vida não está te destruindo.  Ela está fazendo você nascer” HH Thayane Leonardi Psicóloga e psicoterapeuta integrativa sistêmica.Sócia-fundadora do Insituto de Desenvolvimento Humano ConheSER. Especialista em Psicologia Analítica. Pós Graduada em Psicologia Familiar Sistêmica e Psicologia positiva. Possui formação em terapias complementares como Terapia Floral, Hipnsose Ericksoniana, mestrado em Reiki Usui, Constelações Familiares e Programação Neuro Linguística (PNL) (41) 99903-8061 thayaneleonardi@gmail.com

Por que tantas mulheres têm vergonha de falar sobre infertilidade?

Bem sabemos que as mulheres têm lutado cada vez mais para conquistar espaços e desnaturalizar comportamentos e tarefas que eram compreendidas como exclusivamente femininas ou masculinas. Assim, começamos a ver o mundo se transformar, ainda que a passos lentos: pais que ficam em casa, cuidando dos filhos, enquanto as mães trabalham; dividem-se igualmente os serviços de cuidado com o lar; mulheres assumem cargos políticos e de chefia, antes confiados apenas aos homens, e por aí vai. Apesar de todo esse movimento, a feminilidade e a identidade de gênero continuam a ser associadas à capacidade de tornar-se mãe. Diante de uma situação de infertilidade, é comum, portanto, que as mulheres ainda se sintam estigmatizadas.  Muitas pessoas constroem projetos de vida envolvendo a maternidade, por diversos motivos; para algumas, é até mesmo a realização de um sonho, construído desde a infância. Deparar-se, pois, com a incapacidade de trazer à vida (ainda que temporária) pode colocar em questão, muitas vezes, o próprio modo de ser mulher, interromper projetos e desencadear sentimentos de inadequação, incompetência, fracasso e insegurança. Tomadas por esse emaranhado de emoções, frequentemente confusas e arrebatadoras, muitas mulheres temem se expor, envergonhadas, evitam falar do assunto e acabam se afastando, com receio dos julgamentos que podem receber. O problema é que o silenciamento gera cada vez mais silenciamento. Ao se isolarem, apesar de evitar que lhes cheguem comentários indesejáveis, as mulheres perdem também a oportunidade de se expressar, de trocar ideias e falar de suas angústias – o que é indispensável para que possam dar sentidos novos às experiências e para que se fortaleçam para enfrentar as dificuldades. Frequentemente, é nesses momentos de solidão que mora o risco de essa tristeza transformar-se em ansiedade e depressão, fazendo crescer ainda mais o sofrimento.  Diante desse quadro, proponho dois movimentos: primeiro, convoco as pessoas a ouvirem e darem suporte a essas mulheres. Escutem o que elas têm para dizer. Na maioria das vezes, elas só precisam de alguém que esteja com elas verdadeiramente e as ouça no seu sofrimento, que se faça presença genuína e que se disponibilize a acompanhá-las com parceria e companheirismo.  Segundo movimento: convido as mulheres a experimentarem falar da infertilidade. Possivelmente a vergonha vai desaparecendo à medida que vocês se expressam e vão entendendo que o fato de terem um problema – na maioria das vezes passível de solução – não faz de vocês um problema. Acreditem, sua condição é provavelmente mais comum do que vocês imaginam e é muito possível que, em um diálogo franco, vocês também descubram como há diferentes e possíveis saídas para essa dificuldade. E não se esqueçam: ajuda médica e psicológica são também de grande valia para passar por esse processo com mais confiança e leveza.  Jenifer Demeterco CRP 08/19793 Psicóloga clínica, especialista em Gestalt-terapia e mestranda em Psicologia pela UFPR, realiza atendimentos a adolescentes e adultos. É mãe de duas meninas lindas, espertas e cheias de energia, que chegaram ao mundo depois de um tratamento para infertilidade. Agora, espera poder ajudar outras pessoas a enfrentarem essa situação. Amante das artes desde pequenininha, diverte-se no teatro e acredita que a arte e a psicologia podem, e devem, andar de mãos dadas. +55 41 99145-5574 jeniferdemeterco@gmail.com

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