A doação de óvulos é segura? Entenda os riscos e cuidados

Uma das principais preocupações de quem considera esse tratamento é: a doação de óvulos é realmente segura? A resposta é: sim — quando realizada em clínicas especializadas, com acompanhamento médico adequado, é um procedimento seguro tanto para a doadora quanto para a receptora. A doação de óvulos faz parte dos tratamentos de reprodução assistida e é amplamente estudada, regulamentada e realizada há décadas no mundo todo. Ela segue: ✔ Protocolos médicos bem definidos ✔ Monitoramento contínuo ✔ Uso de tecnologias avançadas ✔ Equipes altamente especializadas Tudo isso garante um processo controlado e seguro. A doação é segura para a doadora? Sim — e essa é uma das maiores preocupações.  O processo envolve duas etapas principais: 1. Estimulação ovariana A doadora utiliza medicações hormonais para estimular a produção de óvulos. ✔ Doses controladas ✔ Acompanhamento com exames frequentes ✔ Ajustes individualizados 2. Coleta dos óvulos O procedimento é realizado em ambiente clínico, com sedação. ✔ Minimamente invasivo ✔ Duração curta ✔ Recuperação rápida Possíveis efeitos colaterais Embora raros, podem ocorrer: ✔ Inchaço abdominal ✔ Sensibilidade hormonal ✔ Desconforto leve ✔ Hiperestímulo ovariano  A doação é segura para quem vai receber os óvulos? Sim. A paciente receptora passa por uma preparação cuidadosa para receber o embrião. ✔ Avaliação completa de saúde ✔ Preparação do endométrio ✔ Acompanhamento durante todo o processo Existe risco de transmissão de doenças infecciosas? O risco é mínimo. ✔ Doadoras passam por triagem rigorosa ✔ Exames genéticos e infecciosos são obrigatórios e com pesquisa de vírus pelas técnicas mais avançadas A doação de óvulos afeta a fertilidade da doadora? Essa é uma dúvida muito comum. A resposta é: não. ✔ Os ovários produzem vários óvulos por ciclo ✔ Apenas os óvulos que seriam naturalmente descartados são utilizados ✔ Não há prejuízo comprovado à fertilidade futura Existem riscos a longo prazo? Os estudos disponíveis mostram que: ✔ Não há evidências de impacto negativo duradouro✔ O procedimento é considerado seguro a longo prazo Desde que realizado dentro dos protocolos médicos testados cientificamente. Doação de óvulos para preservar a fertilidade Para mulheres que irão postergar a maternidade, a doação de óvulos também pode fazer parte do planejamento reprodutivo. Durante o tratamento, os óvulos são coletados em uma fase de maior potencial fértil: parte será destinada à doação anônima e parte congelada para uma futura gravidez da própria paciente. Conteúdo produzido por Dra. Rosaly Bustelo Saab Kost Conheça toda nossa equipe médica. Tem interesse em doar óvulos ou em saber mais sobre tratamentos com doação de óvulos? Agende uma consulta com nossa equipe especializada agora! Não deixe para amanhã o seu sonho de ser mãe.

Quais são as chances de sucesso da FIV recebendo óvulos doados?

Uma das perguntas mais importantes para quem considera esse tratamento é: quais são as chances reais de engravidar com a FIV utilizando óvulos doados? A boa notícia é que esse é um dos tratamentos com maiores taxas de sucesso na medicina reprodutiva. Qual é a taxa de sucesso da FIV com óvulos doados? De forma geral, as taxas de sucesso são bastante altas: ✔ Entre 50 e 60% por tentativa – em cada ciclo✔ Podem variar conforme a clínica e o perfil dos pacientes Esses números são, frequentemente, superiores aos da FIV com óvulos próprios, especialmente em mulheres acima dos 38–40 anos. Por que as chances são mais altas? O principal fator está na qualidade dos óvulos. ✔ Óvulos de doadoras são de mulheres jovens e pré-selecionadas✔ Menor risco de alterações genéticas Quantas tentativas são necessárias? Embora muitas pacientes engravidem na primeira tentativa, isso não é uma regra. ✔ Algumas conseguem na primeira transferência ✔ Outras podem precisar de mais de um ciclo As chances são iguais para todas as mulheres? Não. Mesmo com óvulos doados, cada caso é único. As chances podem variar conforme: Condições uterinas Presença de doenças associadas Estilo de vida do casal Qualidade do sêmen    Existe garantia de gravidez? Não. Apesar das altas taxas: Nenhum tratamento pode garantir 100% de sucesso O que existe é aumento significativo das chances, principalmente em casos de idade materna avançada (acima de 40 anos) e/ou insuficiência ovariana.  Conteúdo produzido por Dra. Rosaly Bustelo Saab Kost Conheça toda nossa equipe médica. Tem interesse em doar óvulos ou em saber mais sobre tratamentos com doação de óvulos? Agende uma consulta com nossa equipe especializada agora! Não deixe para amanhã o seu sonho de ser mãe.

Tratamentos com óvulos doados de doadora anônima: posso escolher a doadora?

Uma das dúvidas mais comuns entre mulheres e casais que consideram a doação de óvulos é: é possível escolher a doadora? A resposta é: sim — mas dentro de critérios éticos e regulamentações específicas no Brasil. Neste artigo, você vai entender como funciona essa escolha, o que pode ser considerado e quais são os limites do processo. É possível escolher a doadora de óvulos? Sim, é possível participar da escolha — mas de forma indireta. No Brasil, a legislação determina que a doação de óvulos seja anônima, ou seja: A receptora não conhece a identidade da doadora A doadora também não sabe quem receberá os óvulos ✔ Mesmo assim, existe um processo de compatibilização de perfil, feito pela equipe médica. O que pode ser escolhido na doadora? Embora o anonimato seja obrigatório, alguns critérios podem ser considerados para encontrar uma doadora compatível com a família: Características físicas ✔ Cor da pele ✔ Cor dos olhos ✔ Tipo e cor do cabelo ✔ Altura e biotipo Características gerais ✔ Tipo sanguíneo ✔ Histórico de saúde Outras informações possíveis ✔ Escolaridade ✔ Ocupação  O objetivo não é “escolher uma pessoa”, mas sim garantir harmonia e compatibilidade com o perfil da família. Como funciona a escolha na prática? A seleção da doadora é feita pela clínica, com base em critérios médicos e no perfil informado pela paciente. O processo costuma seguir estas etapas: Avaliação da paciente e definição de critérios Busca por doadoras compatíveis no banco de óvulos Apresentação de perfis (sem identificação) Aprovação e início do tratamento Tudo é feito com segurança, ética e confidencialidade. Por que a doação é anônima no Brasil? O anonimato é uma exigência ética e legal. ✔ Protege a doadora ✔ Protege a receptora ✔ Evita vínculos legais ou conflitos futuros A legislação brasileira busca garantir um processo seguro e equilibrado para todas as partes. Posso ver fotos da doadora? Uma vez determinado o perfil da doadora, as opções disponíveis compatíveis são enviadas para a escolha do casal. Dentro do banco de dados do Centro de Fertilidade Saab temos fotos da doadora quando criança, mas não na sua idade atual justamente para preservar a sua identidade. Confira um exemplo de ficha com dados reais.  E se eu quiser uma doadora específica? No Brasil, isso não é permitido. ❌ Não é possível escolher uma pessoa conhecida❌ Não é permitido contato entre doadora e receptora A escolha é sempre mediada pela clínica. Conteúdo produzido por Dra. Rosaly Bustelo Saab Kost Conheça toda nossa equipe médica. Tem interesse em doar óvulos ou em saber mais sobre tratamentos com doação de óvulos? Agende uma consulta com nossa equipe especializada agora! Não deixe para amanhã o seu sonho de ser mãe.

Posso doar óvulos mais de uma vez? Entenda como funciona no Brasil

Uma dúvida muito comum entre mulheres que consideram a doação é: é possível doar óvulos mais de uma vez? A resposta é sim — mas com critérios médicos rigorosos e limites bem definidos para garantir a segurança da doadora e a qualidade do processo. Quantas vezes é possível doar óvulos? No Brasil, a doação de óvulos pode ser realizada mais de uma vez, desde que: ✔ A doadora mantenha boas condições de saúde ✔ A avaliação médica continue sendo favorável Ou seja, não existe um número “fixo” universal, mas sim uma análise individual de cada caso. Qual o intervalo entre uma doação e outra? O intervalo pode variar, podendo ser realizado em ciclos subsequentes, desde que a avaliação clínica e ginecológica esteja favorável.  Esse período é definido com base em: Resposta hormonal Recuperação do organismo Avaliação clínica completa Doar várias vezes pode afetar a fertilidade? Essa é uma das maiores preocupações — e com razão. A resposta, de forma geral, é: não, quando o processo é feito corretamente. ✔ Os ovários naturalmente produzem vários óvulos por ciclo ✔ A estimulação apenas “aproveita” esses óvulos ✔ Não há consumo da reserva futura de forma prejudicial 📌 Quando realizada com acompanhamento médico, a doação não compromete a fertilidade futura. Existe um limite recomendado? O número de doações costuma ser limitado ao longo da vida da doadora, considerando: ✔ Segurança da mulher ✔ Controle ético e médico ✔ Rastreabilidade genética – controle de bebês nascidos com óvulos da mesma mulher  Quais fatores influenciam a possibilidade de doar novamente? Cada nova doação depende de uma reavaliação completa. Os principais fatores são: ✔ Idade da doadora ✔ Qualidade da resposta ovariana ✔ Histórico de ciclos anteriores ✔ Resultados obtidos ✔ Condições de saúde atuais Mesmo que a primeira doação tenha sido bem-sucedida, uma nova avaliação é sempre necessária. Doação de óvulos para preservar a fertilidade Para mulheres que irão postergar a maternidade, a doação de óvulos também pode fazer parte do planejamento reprodutivo. Durante o tratamento, os óvulos são coletados em uma fase de maior potencial fértil: parte será destinada à doação anônima e parte congelada para uma futura gravidez da própria paciente. Conteúdo produzido por Dra. Rosaly Bustelo Saab Kost Conheça toda nossa equipe médica. Tem interesse em doar óvulos ou em saber mais sobre tratamentos com doação de óvulos? Agende uma consulta com nossa equipe especializada agora! Não deixe para amanhã o seu sonho de ser mãe.

Quem pode ser doadora de óvulos? Entenda os critérios e requisitos do Programa de Ovodoação do Centro de Fertilidade Saab

A doação de óvulos é um gesto de grande generosidade que ajuda outras mulheres e casais a realizarem o sonho de ter um bebê. Mas uma dúvida muito comum é: quem pode ser doadora de óvulos? O que é a doação de óvulos? A doação de óvulos é um procedimento em que uma mulher doa seus óvulos para serem utilizados em um tratamento de Fertilização in Vitro (FIV). Esses óvulos são fertilizados em laboratório e, posteriormente, transferidos para o útero da paciente que irá gestar o bebê. É uma alternativa segura e eficaz para mulheres com dificuldade de engravidar com seus próprios óvulos. Quem pode ser doadora de óvulos? No Brasil, existem critérios bem definidos para garantir a segurança de todas as partes envolvidas. No Centro de Fertilidade Saab respeitamos todas as exigências das normas vigentes, além de possuir critérios próprios desenvolvidos através da nossa experiência de mais de 30 anos com o tratamento com ovodoação. Com o objetivo de atingir as melhores chances de sucesso.  De forma geral, a doadora precisa atender aos seguintes requisitos: 1. Idade adequada ✔ Geralmente entre 18 e 33 anos  Isso porque mulheres mais jovens tendem a ter óvulos com melhor qualidade, o que aumenta as chances de sucesso do tratamento. 2. Boa saúde física e mental A doadora passa por uma avaliação completa, incluindo: ✔ Exames clínicos ✔ Exames laboratoriais ✔ Avaliação genética O objetivo é garantir que não haja riscos para a doadora nem para o futuro bebê. 3. Ausência de doenças genéticas ou hereditárias ✔ Histórico familiar é analisado✔ Doenças hereditárias são investigadas Isso reduz o risco de transmissão de condições genéticas. 4. Estilo de vida saudável✔ Ter hábitos saudáveis e boa saúde geral  Esses fatores influenciam diretamente na qualidade dos óvulos. 5. Avaliação da reserva ovariana ✔ Exames hormonais e ultrassom✔ Verificação da quantidade e qualidade dos óvulos Nem toda mulher jovem pode doar — é necessário ter boa resposta ovariana. E se eu não atender aos critérios do programa? Caso a candidata não atenda aos critérios de seleção, ainda é possível participar do programa trazendo uma outra pessoa que esteja apta — como uma amiga ou familiar. Nesse cenário, o tratamento segue normalmente, porém os custos relacionados aos exames e medicamentos passam a incluir tanto o seu ciclo quanto o da doadora indicada. Como funciona a doação anônima de óvulos no Brasil? No Brasil, a doação segue normas éticas rigorosas: ✔ Anonimato obrigatório (doadora e receptora não se conhecem) ✔ Não pode haver pagamento pela doação ✔ O processo é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina   A doação é segura para a doadora? Sim. Os riscos são baixos e o acompanhamento médico é contínuo durante a estimulação ovariana e após a punção. Quais são as motivações para doar óvulos? Muitas mulheres se interessam pela doação por motivos como: ✔ Redução significativa no custo da FIV sem reduzir as chances próprias de gravidez com o tratamento✔ Empatia com quem enfrenta infertilidade Doação de óvulos para preservar a fertilidade Para mulheres que irão postergar a maternidade, a doação de óvulos também pode fazer parte do planejamento reprodutivo. Durante o tratamento, os óvulos são coletados em uma fase de maior potencial fértil: parte será destinada à doação anônima e parte congelada para uma futura gravidez da própria paciente. Conteúdo produzido por Dra. Rosaly Bustelo Saab Kost Conheça toda nossa equipe médica. Tem interesse em doar óvulos ou em saber mais sobre tratamentos com doação de óvulos? Agende uma consulta com nossa equipe especializada agora! Não deixe para amanhã o seu sonho de ser mãe.

Família homoafetiva e a licença maternidade de servidora pública – FIV

26 de agosto de 2020. Antes de enfrentar o cerne da questão, é importante traçar alguns parâmetros sobre o conceito atual de FAMÍLIA diante das peculiaridades da sociedade contemporânea e seu tratamento pelo judiciário. A lei assevera que “A família é a base da sociedade e tem especial proteção do Estado”, por isso é fundamental essa análise, e nesse sentido doutrinadores entendem que “além da família tradicional, oriunda do casamento, outras modalidades, muitas vezes informais, tendo em vista o respeito à dignidade do ser humano, o momento histórico vigente, a evolução dos costumes, o dialogo internacional, a descoberta de noves técnicas científicas, a tentativa da derrubada de mitos e preconceitos, fazendo com o indivíduo possa sentir-se em casa no mundo” (MALUF, Adriana Caldas do Rego Freitas Dabus. Novas modalidades de família na pós-modernidade. 2010. Dissertação (Doutorado em Direito) – Universidade de São Paulo, SP). Tal descrição demonstra a abrangência do conceito e que o conceito de família, para fins legais, é a instituição, integrada e permanente, sendo constituída por pessoas que possuem vínculos sanguíneos ou por afinidade, incluindo as famílias homoafetivas, que é o nosso foco. Dito isso, ao trazermos a questão da licença maternidade, podemos concluir que à entidade familiar é assegurado vários direitos, como por exemplo, pensão, direitos matrimoniais, herança, entre outros, não podendo se admitir qualquer tratamento diferenciado ou discriminatório. Com efeito, a Constituição Federal garante às servidoras públicas a fruição de licença maternidade (art. 39, §3°), o que representa óbvio intuito de garantir que mãe possa dar os cuidados da criança nos momentos iniciais da sua vida, e, sobre o tema, a divergência incide sobre se no caso de casal homoafetivo as duas mães teriam direito à licença maternidade apontada. Temos, portanto, que, embora a letra fria da lei disponha que somente a mãe gestante terá direito a concessão da licença maternidade, porém, pelo que se extrai da norma e sua interpretação conforme os princípios constitucionais, pode-se afirmar que, a ideia central é abordar a figura materna e seu direito a licença maternidade e não, necessariamente, que “mãe é pessoa que gesta feto”. Lembrando que a interpretação da lei frente aos casos concretos deve ser um exercício feito de maneira conjunta, trazendo consigo todos os princípios e valores na Constituição, sendo esses o norte interpretativo. Portanto, ao analisar tal questão sob a luz da igualdade, isonomia das relações homoafetivas, principalmente no tocante a licença maternidade, conclui-se que; servidora pública, que possua companheira homossexual e optar por, através de fertilização in vitro, se tornar mãe, mesmo que sem ter gestado a criança, possui o direito constitucional de gozar a licença maternidade, posto ser reconhecidamente MÃE em todos os sentidos e direitos disso decorrentes. Esta notícia tem como base o processo: Rec. Extraordinário 1211446. Fonte: STF – Supremo Tribunal Federal. Luís Gustavo Guimarães Advogado inscrito na OAB/PR sob o nº 61.395. Sócio do escritório Guimarães & Guimarães Advogados Associados, responsável pelo Direito Médico e da Saúde. Formado pela UniBrasil, Pós Graduado pelo Curso Damásio e atuante na área de Direito Médico e da Saúde desde 2014. (41) 99102-6598 contato@guimaraeseguimaraes.adv.br Rua Via Veneto, n.° 63, Conjunto 08 Santa Felicidade, Curitiba – Paraná guimaraeseguimaraes.adv.br

Por que é importante fazer exame de sífilis quando se está planejando uma gestação?

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. É uma doença bastante comum e pode trazer consequências graves quando não tratada.  Como é transmitida? É transmitida através de relações sexuais desprotegidas (pode ser transmitida em relações vaginais, anais e orais), através de sangue contaminado e também de mãe para filho na gestação se a mãe estiver infectada. Por esse motivo é tão importante realizar a triagem antes da gravidez, tanto da futura gestante quando de sua parceria sexual.  Quais são os sintomas da sífilis em adultos? Pode haver uma grande variedade de sintomas dependendo da fase em que a doença se encontra. Alguns dos sintomas possíveis são feridas genitais, lesões de pele, febre, aumento dos linfonodos (gânglios), problemas neurológicos e alterações cardiovasculares. Alguns casos, no entanto, são silenciosos e descobertos apenas por exames laboratoriais. Quando não tratada, a sífilis pode progredir para formas graves, como a forma neurológica. Outro risco de não tratar a infecção é a transmissão para outras pessoas, o que pode ocorrer nas relações sexuais ou na gestação.  Qual o risco para o bebê se a mãe tiver sífilis durante a gestação? A forma congênita da sífilis (transmitida da mãe que tem a infecção não tratada para o bebê) é grave e pode ocasionar aborto espontâneo, malformações no bebê, parto prematuro ou baixo peso ao nascer.  O que fazer se houver diagnóstico de sífilis nos exames pré-gestacionais? A sífilis é uma doença tratável. O tratamento da sífilis depende da fase em que a doença se encontra e é feito através de antibióticos. Após o tratamento o paciente permanece em acompanhamento por algum tempo para acompanhar a resolução do quadro.  E quando o diagnóstico de sífilis acontece durante a gestação? Nos três trimestres de gestação é feito exame de sífilis durante o pré-natal. Caso a doença seja diagnosticada, a gestante deverá ser tratada e acompanhada por um infectologista para avaliar a evolução do caso. Na maioria das vezes o bebê também precisará fazer exames ao nascer.  Um tratamento bem sucedido e precoce durante a gestação evita a ocorrência de abortos e malformações no bebê.  Dra. Vanessa Strelow CRM-PR 31.201Infectologia – RQE 2857 XV de Novembro 1155, Sala 701 Centro, Curitiba – PR 41 3205-8755 41 98853-3939 vanessastrelow.com.br

Mulheres que vivem com HIV podem ter filhos?

A resposta é sim! Com o tratamento adequado uma mulher que vive com HIV pode ter filhos não infectados pelo vírus. Qual o risco da mãe transmitir o vírus para o bebê durante a gestação? Se todas as medidas preventivas forem tomadas, o risco é inferior a 1%. Como é feita a prevenção da transmissão do HIV da mãe para o bebê durante a gestação? A gestante deverá fazer acompanhamento pré-natal com seu obstetra e também seguir o acompanhamento clínico com seu infectologista. Ela deverá usar medicações para controle do vírus, os chamados antirretrovirais. Essas medicações manterão a mãe e o bebê saudáveis. Também será usado um antirretroviral durante o parto e o bebê usará medicações nas suas primeiras semanas de vida. O parto pode ser normal? Se a carga viral da mãe estiver controlada ao final da gestação, a escolha entre parto normal ou cesárea será definida pelo obstetra em conjunto com a gestante. Se a carga viral estiver elevada, será necessária a realização de parto cesárea para reduzir o risco de transmissão. A mãe poderá amamentar? Não, a amamentação está contra-indicada nesses casos. Dra. Vanessa Strelow CRM-PR 31.201Infectologia – RQE 2857 XV de Novembro 1155, Sala 701 Centro, Curitiba – PR 41 3205-8755 41 98853-3939 vanessastrelow.com.br

Gestação em tempos de COVID-19

Muitas são as dúvidas das mulheres grávidas e das que querem engravidar em relação à COVID-19 e sua interação com a gestação. Como se trata de uma doença nova, ainda não temos todas as respostas, o que pode ser bastante angustiante. Mas o que sabemos até agora, julho de 2020? As gestantes correm maior risco se tiverem COVID-19? Durante a gestação ocorrem várias mudanças no sistema imune da mulher, e por isso sabemos que elas podem ter infecções respiratórias mais graves. Os dados que temos até o momento sobre a COVID-19, no entanto, não mostram piores evoluções nas mulheres grávidas que se infectam pelo SARS-CoV-2.  Alguns relatos de casos sugeriram a possibilidade de prematuridade nas gestantes com COVID-19 ativa, mas os dados ainda são insuficientes para comprovar essa relação.  Mais estudos estão em andamento para respondermos a essas questões com maior segurança. Por enquanto, a maioria dos infectologistas ainda classifica as grávidas como um grupo de risco até que mais dados estejam disponíveis sobre a resposta delas à infecção e também sobre os efeitos do vírus para o bebê.  Como mulheres grávidas devem se proteger contra a COVID-19? Os cuidados são os mesmos da população em geral e devem ser seguidos com afinco pelas gestantes. São eles: Distanciamento social: Sempre que possível, devem ficar em casa. Evitar contato com pessoas que não moram na mesma residência.  Quando for necessário sair de casa, usar máscara e manter distanciamento mínimo de 1,5 metros em relação às demais pessoas. Higiene frequente de mãos com água e sabão ou com álcool em gel. Evitar contato das mãos com olhos, nariz e boca. E as consultas de pré-natal? As consultas de pré-natal e os exames necessários durante a gravidez devem ser feitos normalmente, uma vez que são importantes para acompanhar a saúde da mãe e do bebê.  Também não devem ser adiadas as vacinas que forem prescritas durante a gestação. E se a gestante desenvolver sintomas de COVID-19? A grávida que desenvolver sintomas sugestivos de COVID-19 deve procurar atendimento médico e fazer exames para pesquisar o vírus.  Os sintomas mais comuns são febre, tosse, espirros, dor de garganta, perda do olfato e do paladar, nariz escorrendo, falta de ar. Por vezes há vários sintomas, e em outros casos a doença causa poucos sintomas e pode até passar despercebida.  A gestante sintomática idealmente deve passar por avaliação com um médico infectologista e também informar seu obstetra sobre seu estado de saúde. Se for COVID-19, pode passar para o bebê durante a gravidez? Ainda é cedo para saber com certeza, mas até o momento parece que não. Alguns estudos procuraram o vírus no líquido amniótico e na placenta de mulheres infectadas e ele não foi encontrado. E se a mulher estiver com COVID-19 ativa quando ocorrer o parto? Alguns cuidados serão necessários, como higiene frequente e rigorosa de mãos antes de contato com o bebê e uso de máscaras.  Será possível amamentar o bebê? Estudos pesquisaram a presença do SARS-CoV-2 no leite materno e não o encontraram, sugerindo que o vírus não passa no aleitamento.  Antes de amamentar, a mãe com COVID-19 deverá higienizar muito bem as mãos e colocar uma máscara. Outra possibilidade é retirar o leite e outra pessoa oferecer o mesmo à criança.  As decisões sobre amamentar ou não nesse cenário devem ser individualizadas e discutidas entra e família e a equipe médica. Existem casos de recém-nascidos que foram infectados pela COVID-19? Sim. Alguns bebês testaram positivo pouco tempo após o nascimento. Não se sabe com certeza se esses bebês foram infectados antes, durante ou após o parto. O mais provável é que tenha sido após o parto ao terem contato com pessoas infectadas. A maioria deles teve sintomas leves e se recuperou bem. Todo o nosso conhecimento sobre essa doença que era desconhecida até alguns meses atrás ainda está em construção. Todo dia surgem estudos e dados novos, então converse com seu médico sobre suas dúvidas! Dra. Vanessa Strelow CRM-PR 31.201Infectologia – RQE 2857 XV de Novembro 1155, Sala 701 Centro, Curitiba – PR 41 3205-8755 41 98853-3939 vanessastrelow.com.br

O que é preciso saber sobre zika antes da gestação?

Entre 2015 e 2016 vivemos no Brasil uma dramática epidemia de zika, doença até então pouco conhecida por aqui. Desde então o número de casos caiu bastante, mas a doença chegou para ficar. Infecções esporádicas continuam acontecendo em diversos locais do país. O que é zika? A zika é uma doença causada por um vírus. Normalmente é uma doença auto-limitada que causa poucos sintomas mas é particularmente perigosa durante a gestação, pois pode causar má formação nos fetos.  Como é transmitida? É transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti quando a mesma está contaminada pelo vírus. Por esse motivo, ao chegar no Brasil o vírus encontrou condições para se disseminar, uma vez que já tínhamos o mosquito por aqui. Também é possível ocorrer transmissão sexual da zika a partir de uma pessoa infectada. Quais são os sintomas? Os principais sintomas são febre e manchas avermelhadas pelo corpo. Na maioria das vezes é um quadro leve que se resolve espontaneamente.  Quais os riscos? O grande risco da zika é a transmissão transplacentária durante a gestação, o que pode ocasionar graves alterações no desenvolvimento do bebê. A principal sequela é a microcefalia congênita. Outra possível complicação na pessoa infectada pela zika é o desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica. Esse evento é raro.  Como é feito o diagnóstico? Através da anamnese e do exame físico, o médico elabora a suspeita da doença. O diagnóstico definitivo é feito através de exames específicos para a doença.  Como é o tratamento? Não há tratamento antiviral específico contra a doença. O tratamento é suportivo, através de hidratação e medicações para aliviar os sintomas.  Como gestantes ou pessoas com plano de engravidar devem se prevenir da zika? Evitar a zika é um esforço coletivo. É necessário eliminar os possíveis criadouros do mosquito, que são locais com água parada. Alguns exemplos desses locais são pratos de plantas, pneus, caixas d´água destampadas, latas, terrenos baldios com lixo, piscinas não tratadas.  O uso de repelentes ajuda a prevenir picadas do mosquito.  Quando possível, mulheres gestantes devem evitar viajar para áreas com alta circulação do vírus. É importante conversar com a equipe de saúde para saber como estão os níveis de transmissão do vírus em um determinado local e momento.  Além disso, é importante que as parcerias sexuais das gestantes também sigam os cuidados de prevenção, uma vez que o vírus pode ser transmitido por via sexual.  Até o momento não temos uma vacina eficaz contra a zika.  Quem já teve zika pode ter filhos? Sim. Não há evidência que uma infecção prévia cause alterações congênitas em uma futura gravidez. É recomendado, no entanto, aguardar pelo menos dois meses após a infecção no caso de mulheres e três meses no caso dos homens. Essa diferença existe pois o vírus sobrevive mais tempo na próstata e consequentemente pode ser transmitido no esperma.  E se o exame de zika feito antes de um tratamento para engravidar estiver positivo? O ideal é consultar um infectologista para avaliar se já é seguro engravidar ou se é necessário esperar um pouco mais.  O que fazer se a mulher contrair zika durante a gravidez? Será necessário acompanhamento médico com um infectologista e com seu obstetra. Possíveis defeitos na formação do bebê serão avaliados através de exames complementares, como a ecografia obstétrica. Dra. Vanessa Strelow CRM-PR 31.201Infectologia – RQE 2857 XV de Novembro 1155, Sala 701 Centro, Curitiba – PR 41 3205-8755 41 98853-3939 vanessastrelow.com.br